• INAUGURAÇÃO ANO LETIVO 2013.2


    Prezados colegas, professores e técnicos,
    Com satisfação vamos  iniciar um novo ano letivo cheio de boas promessas para a nossa Escola Técnica de Artes.  O ano é promissor e contamos com a ajuda de todos para que os trabalhos se desenvolvam no melhor e maior clima de cooperação entre todos.  Em breve inauguraremos nosso espaço próprio que, a bem da verdade, ainda não é o ideal, mas é o que temos no momento e por isso devemos nos alegrar. Não ficaremos apenas nessas poucas e utilíssimas salas. Graças ao empenho de uma equipe aguerrida e ao empenho da Profa. Ana Dayse, nossa ex-Reitora, fundamos há seis anos a Escola Técnica de Artes, hoje uma realidade à disposição da sociedade alagoana. Temos no Magnífico Reitor da UFAL, Prof. Eurico Lôbo e seu staff e no Presidente do CONDETUF, Prof. Júlio César de Andrade Neto dois parceiros do mais alto gabarito e os temos em alta estima. 
    Gostaria de neste momento pautar nossa reunião salientando que o compromisso é a qualidade que mais se deve destacar entre os nossos profissionais, tanto individualmente como no grupo de professores e técnicos. Conclamo a todos para que o compromisso seja uma meta e a palavra de ordem a ser desenvolvida no ambiente da ETA e além dele. Sem esse substantivo torna-se inviável qualquer avanço. Compromissar-se é ir além do seu espaço, é deixar-se seduzir pela produção, pelo respeito estrito às normas estabelecidas e romper os muros além do nosso espaço físico estabelecido por paredes: compromissar-se é expandir-se para produzir conhecimento, sobretudo produzi-lo em abundância e qualidade. É doar-se ao trabalho.
    Para que isso se faça possível, faz-se necessário que tenhamos sempre nas nossas mentes e nos nossos corações que estamos fazendo história nesse Estado e que somos os baluartes de um momento ímpar em nossas vidas e nas vidas daqueles que estão sob nossa responsabilidade, os alunos. Somos os atores principais de um espaço onde se faz arte, mas antes, somos professores. Sim, somos professores com uma missão bem definida e cabe a um refletir o papel que exerce no âmbito da nossa Escola. Isso não é sonho, mas a realidade que, sem empenho nem compromisso reais, não passaremos de medíocres transmissores de saber. Alcançar o Olimpo, diria assim, parece não ser para muitos. Acredito que não, todos podemos alcançá-lo, mas para que isso aconteça devemos nos empenhar e nos doar com o máximo de nossas forças. Só assim galgaremos um posto de destaque na sociedade, posto esse que não deve ser uma conquista individualista ou egoística para o bel prazer daquele que atinge o topo, mas uma conquista compartilhada na plenitude com todos.
    Somos uma Escola de Artes e como escola temos que estar compromissados primeiramente com o ensino, somos professores antes de tudo. Para isso foram oferecidas as oportunidades através de concurso público e até o momento temos 10 (dez) docentes desta Escola e mais 7 (sete) em processo de concurso. Não esqueçam os senhores e senhoras das normas protocolares que regem o magistério, a didática, a pedagogia e a sala de aula, enfim. A Arte no âmbito da nossa Escola Técnica deve ser entendida como o meio e o fim do nosso compromisso profissional, mas o início de tudo é o ensino. Se a Arte é um bálsamo para a alma, ela tem em nosso espaço acadêmico um segundo elemento, não menos importante, mas um segunda elemtno! Qualquer resultado estético não será nada mais nada menos do que um processo didático-pedagógico. E quão bons resultados já tivemos até os dias de hoje. Por isso parabenizo a todos os envolvidos com as montagens e os recitais e que mantenham o nível de qualidade e excelência que têm demonstrado cada um de vocês.
    Sei que é difícil em certos momentos diferenciar pedagogia e  Arte, mas se estivermos verdadeiramente imbuídos do espírito de docentes que somos, tudo o mais virá por acréscimo. Com a ajuda dos nossos técnicos e também dos nossos bolsistas, sei que vocês formarão uma equipe imbatível na produção do conhecimento e Arte em nosso Estado.
    Por outro lado gostaria também de dizer que o compromisso assumido por cada um de vocês, ao prestarem concurso, tornou-se compromisso de fato e de direito ao pactuarem um contrato entre a Universidade Federal de Alagoas e cada um de vocês. Fato e direito esses regulados por leis e normas que regem nosso regime de trabalho e, sobretudo, nossas ações didático-pedagógicas. A entrada de cada um de vocês na ETA se deu de forma deliberada e de espontânea vontade por parte de cada um aqui presente. Se todos assumem suas funções com o devido compromisso, depreende-se daí que o respeito pelo outro se dá no mais alto nível. Digo isso porque trabalhamos formando elos de uma corrente e ninguém está apartado de ninguém. Assim, compromissar-se é assumir um papel de envolvimento com o outro, propagando-se essa onda em sucessões infinitas exigindo do outro o mesmo grau de compromisso para que a corrente se torne maior e mais forte.
    É inegável a tentação do mundo lá fora para que compromissos sejam assumidos extra-40 horas, dedicação Exclusiva. Atentem para as Leis que regem nosso regime de trabalho e observem estritamente o que ela nos diz quanto a isso. Nunca, jamais devemos olvidar nosso compromisso expresso no nosso contrato de trabalho com a Universidade Federal de Alagoas em 40 horas, regime de Dedicação Exclusiva sob pena de ser demonstrada prevaricação ou algo semelhante, fato grave. Não desejo a ninguém que isso aconteça e espero que, em nome do bom senso, primeiramente foquemos nossa Escola e honremos nosso salário que, haja vista o nível salarial aí fora, o nosso é um salário digno.
    É impossível prescindir do compromisso do fazer  no nosso dia a dia. Ele é a força motriz que eleva, educa, produz, conclama, junta, aprimora e dá oportunidades para o crescimento daqueles que nos rodeiam.
    Desse modo, os contatos interpessoais, naturalmente bem-vindos, é extremamente salutar para todos a manutenção de um ambiente de trabalho saudável e amigável a troca de ideias, os momentos de falar e também aqueles de escutar e, sobretudo, o modo de saber dirigir-se ao colega e ao aluno. Apontar o dedo em riste não constrói, antes macula as relações. Ninguém esta habilitado para isso tendo em vista que todos temos nossas falhas, ninguém é perfeito, embora busquemos a perfeição. Assim, por que apontar o dedo ferindo o princípio da educação e da boa convivência? Acredito piamente na força das palavrinhas mágicas e sei que antes de tudo o diálogo constante que deve permear o nosso contato diário, profissional e pessoal.
    Egos existem e, certas vezes parece que passa a inexistir a compreensão de que normas precisam ser seguidas que, venhamos e convenhamos, parecem-nos aborrecidas e tediosas certas vezes. Mas sem essas normas não daríamos um passo adiante e seríamos como um bolo amorfo, sem cores, definição e contornos. Do mais alto funcionário desta Universidade que é o Reitor ao mais simples funcionário, mas não menos importante, todos devem seguir normas, obedecer prazos, conduzir seus grupos sob a ótica de uma direção comum a todos. Sem normas instalar-se-ia o caos. Mais do que pedir a resolução dos problemas, cada um deve apresentar as soluções. Para isso, como convivemos com um grupo criativo de professores de Teatro, Dança e Música, conclamo a todos que usem da razão mais do que a emoção para dispor ao conjunto de colegas soluções para os problemas surgidos nos processos do dia a dia. Reclamamos muito, às vezes, por que nos falta um simples pincel atômico ou um computador a mais, mas lembrem-se que vivemos num ambiente burocratizado que exige da Direção da Escola esforço redobrado para cumprimento de prazos e compra dos mais diversos bens. É altamente criativo trazer soluções e digno de louvor, num ambiente de trabalho qualquer, aqueles que ao apresentarem um problema a ser sanado, compactuam com seu chefe imediato uma solução legal para que ele seja sanado. Apontar problemas sempre fará parte de qualquer espaço de lavor e tais denúncias são bem-vindas para o enriquecimento do ambiente de trabalho, mas recorrer a essa atitude constantemente é demonstrar certo rudeza no trato de trabalho e também, por que não, no trato interpessoal?
    Faço observar aos senhores coordenadores e a seus vices que o seu trabalho é um trabalho de equipe. Os senhores são comandantes de um grupo de docentes e discentes e uma de suas tarefas é motivá-los tanto aqueles para desenvolverem com qualidade suas tarefas quando estes a permanecerem na sala de aula até a conclusão do seu curso. Procuremos não expor ao público nossos problemas, pois isso denota fraqueza de comando o que não é o caso, devo acreditar nisso e não leva a solução alguma, antes causa tumulto e ruídos desnecessários quando antes tais problemas devem ser tratados junto ao nosso Conselho Diretor ou mesmo à Direção. Os senhores são os guardiães dos seus Projetos Pedagógicos de Curso; estão sob sua responsabilidade direta, além disso, as propostas de modificação de seus Projetos, o controle dos horários das aulas dos colegas, a manutenção da ordem pedagógica de cada curso, a escolha e a negociação das salas de aulas e a distribuição dos colegas às mais diversas disciplinas, observando-se o cumprimento da norma de horas mínimas em sala de aula; fazer-se presente diariamente nos seus turnos de curso e aulas, dialogar incessantemente com o corpo discente e ser ponte entre esse corpo e o corpo docente e destes com a Direção da Escola.  Devem os senhores respeitar integralmente seus Projetos Pedagógicos de Curso e o Calendário Acadêmico da UFAL, literalmente. Respeitar os prazos é uma das qualidades e metas necessárias para aqueles que gestam trabalho num grupo de acadêmicos. Proceder, junto aos pares, ao estudo e à avaliação do currículo do Curso e exercer as demais atribuições que se incluem de maneira expressa ou implícita no âmbito de sua competência. Solicito a todos os coordenadores e professores que qualquer movimento interno ou para fora desta Escola que venha a interferir no processo de ensino-aprendizagem deve ser comunicado oficialmente à Direção da Escola para que construamos uma confiança e um respeito recíproco nas ações de todos. Lembro aos coordenadores que podemos contar com nossos técnicos na categoria de professores colaboradores, caso assim eles desejem. Mas para isso sou obrigada a exigir que o processo legal seja devidamente levado a cabo pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoal. Fora disso, o processo se torna ilegal e a Escola, leia-se a Diretora, responderá processualmente pela inadequação das ações. E isso não quero nem desejo que aconteça.
    Lembrem-se que a Direção da Escola responde por todos e se cada um cumpre com habilidade, destreza e compromisso suas tarefas e ações, todos teremos um trabalho mais leve e a carga de ações será menos densa. A Direção não é uma entidade deificada, não resolve todos os problemas, embora sempre esteja buscando encontrar soluções para todos, encaminhando e negociando soluções. É importante não esquecer que numa estrutura burocrática como o serviço público as estruturas de poder e deliberação se acumulam em camadas, as mais diversas, em níveis diferenciados. Não pode e não deve existir uma relação patronal entre a Direção e os colegas professores e técnicos e vice-e-versa, sob pena dessa entidade regimental entrar em colapso.
    Lembro aos colegas coordenadores e professores que faremos este ano, ainda neste primeiro semestre, no mais tardar em julho, uma nova avaliação dos docentes apontando nas questões a serem elaboradas por profissionais competentes na área da Pedagogia e da Psicologia, os itens relacionados a compromisso, cumprimento de normas e ações didático-pedagógicas.
    É impossível, num grupo que se pretenda construtor da História como o nosso, e que já faz história isso é muito salutar -   que passe a inexistir o diálogo entre quaisquer de seus membros: assim, como processo, o trabalho não resultará numa cadeia de relações, mas numa colcha de retalhos mal-ajambrada. Idiossincrasias existem em cada um de nós, sabemos, mas devemos refreia-las para o bem comum. Não trabalhamos para nós, mas para um grande grupo que precisa estar constantemente unido. O polimento nas relações é, antes de tudo, uma forma de produzir melhores e maiores relacionamentos e, em consequência, a apresentação de um trabalho decente e de alto gabarito. Sejamos apenas sinceros, mas sejamos sinceros com a polidez que pede o trato interpessoal.
    Os egos de cada um devem ser mantidos sob o mais estrito controle, a partir desta que vos fala para que filtremos nossos dissabores diários e possamos nos compreender, como pessoas e como profissionais, não exatamente nesta ordem. Desse modo, pautados no compromisso, gostaria de informar que todas as ações desenvolvidas na ETA devem estar sob meu conhecimento, pois como disse, respondo pela Escola e não gostaria de ter de me confrontar com problemas de natureza alheia àqueles de ordem institucional, portanto legal.
    A partir desse ano quero receber ao final de cada semestre letivo, começando por este que ora se inicia, sob a responsabilidade de cada Coordenador de Curso um relatório sucinto de ações desenvolvidas no âmbito de seus cursos, apontando os problemas, as soluções e mais, indicando pontos fracos e fortes de cada curso e quais deles devem melhorar e crescer, relatório livre de qualquer espírito de corpo. A este relatório somar-se-á a Avaliação dos Docentes de modo que possamos, enquanto Direção da Escola pautarmos nossas ações para os semestres vindouros.
    A partir desse momento, como deve ser e para que todos estejam legalmente respaldados, comunico que mais do que nunca ninguém está desobrigado a solicitar oficialmente seu afastamento para quaisquer ação fora da ETA, seja por motivos pessoais ou de trabalho. Isso não será mais tolerado, para o bem do processo de crescimento de nossa Escola. Não é possível mais a convivência com atitudes isoladas e personalistas, despreocupadas com o público ao qual atendemos, em total desrespeito às normas e regulamentos, infringindo os mais básicos princípios da Ética, do profissionalismo e do respeito ao semelhante, seja o semelhante a Diretora da Escola, os colegas docentes ou os discentes. Todos, absolutamente todos, para se afastarem, devem entregar documento para esse fim acompanhado de justificativa com o prazo mínimo de 7(sete) dias úteis, em protocolo na Secretaria da Escola, apresentando também em anexo cronograma com dias e horários para a reposição das horas faltadas ou aceite de substituto que ocupará suas funções enquanto de sua ausência. Nem sempre será possível a liberação de um funcionário, docente ou técnico tendo em vista a análise por parte do Conselho Diretor ou da Diretora da Escola Ad referendum do princípio de importância da sua função ou atividade desenvolvida na Escola.  Isso não é uma novidade nem invencionice, mas uma norma básica de relações de trabalho!
    Temos desenvolvido trabalhos importantes nesses últimos tempos:
              temos o Pronatec na sua terceira edição e avizinha-se a implantação do  Pronatec-EJA  e do E-Tec e ainda termos a possibilidade de aprimorarmos nossas ações no Pronatec criando o Pronatec Técnico para 2014;
              Mulheres mil , outro programa especial do Mec, dentro do PROANTEC, em analise.
               para 2014 teremos os novos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Dança, Música e Teatro além do Curso Técnico de Produção de Moda;
              as nossas salas de aula, poucas, mas importantíssimas, estão para ser utilizadas dentro em breve;
              este ano já entraram em funcionamento os cursos de extensão regular denominado MAPT: Musicalização através do piano e do teclado e o Projeto Andante (de músicos de cordas);
              avançamos no diálogo graduação-técnico e contamos com a presença de vários professores de graduação tanto nos cursos regulares da ETA quanto nos projetos especiais;
              teremos, em breve, concurso para sete docentes graças às nossas ações políticas junto ao CONDETUF e graças ao empenho e respeito por nós demonstrado pelo nosso Presidente, Prof. Júlio César de Andrade Neto;
              novas vagas estão sendo desenhadas ainda para este ano esperando que sejamos mais uma vez contemplados;
              as FG FCC dos Coordenadores dos Cursos de Música e Teatro serão finalmente cedidas em julho deste ano, como escrito em Lei e mais uma vez reafirmadas na primeira reunião ordinária do Condetuf acontecida este mês de abril, em Brasília;
              ampliaremos as habilitações do Curso de Música para mais três especificidades e com isso ampliaremos o número de alunos;
              ampliamos este ano o número de alunos matriculados;
              o projeto MINTER UFBA-UFAL está funcionando na sua normalidade e já é um projeto vitorioso, pois deu oportunidades aos nossos docentes e técnicos de cursarem a pós-graduação em casa, e não apenas isso;
              estamos em contato e negociações com a Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria Municipal de Educação no sentido de oferecermos em parceria com o Curso de Graduação em Música cursos de capacitação para docentes do nível fundamental e médio;
               a ETA está concluindo a revista de Teatro em um nova mídia e a impressão do Caderno de Modinhas de autoria da professora Fátima de Brito e ainda estão planejadas mais duas novas publicações para este ano;
              estamos avançando para o interior do Estado não apenas graças ao Pronatec, mas porque temos alunos regulares oriundos de vários municípios. Isso é muito saudável, pois uma das missões precípuas da nossa Escola é levar conhecimento a todos, em todos os locais do nosso Estado.
              Bolsas-auxílio  etc etc etc etc etc
    Por fim, agradeço a todos pelo empenho demonstrado a cada dia, conto com o compromisso de cada um de vocês, pois o sucesso de vocês na Escola é o sucesso de todos; o inverso também pode ser verdadeiro. Vocês são professores e como tais, junto com os alunos são a razão da existência da ETA. 
    Não deixaria de dar uma palavra de incentivo aos nossos técnicos e bolsistas afirmando que o trabalho de vocês é de suma importância no grupo e isso se tem demonstrado ao logo dos últimos anos. O amadurecimento profissional aliado ao conhecimento da máquina burocrática tem feito de cada um, à sua maneira, personagens de destaque na Escola.
    Ensino, pesquisa e extensão: o tripé do nosso sucesso. Conto com o talento de todos e com o compromisso máximo de cada um expandindo-se na produção do conhecimento. Afirmo que a Direção é um cargo burocrático necessário, mas ela se torna uma ficção se o grupo não está unido em torno dela ao mesmo tempo em que ela o acolhe. A História que a faz somos nós. Façamos, portanto, uma bela, honrosa e portentosa História.
    Muito obrigada
    Rita Name Diretora da ETA/ UFAL
    Eduardo Xavier Vice-Diretor e Diretor de Ensino da ETA/UFAL