• SETEC IMPRENSA

    Estados vão integrar políticas para o ensino médio

    Data:02/03/2011
    Veículo: VALOR ECONÔMICO –SP

    A partir deste ano, os Estados brasileiros vão intensificar a integração como forma de combater os problemas do ensino médio, considerado um dos maiores gargalos da EDUCAÇÃO no país. Em entrevista ao Valor, a recém-eleita presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de EDUCAÇÃO(Consed), Maria Nilene Badeca da Costa, conta que um dos pilares de sua gestão à frente da entidade será para aprofundar trocas de experiências e o compartilhamento de políticas públicas entre os governos estaduais.

    "A união que existe entre os Estados através do Consed é muito importante. Paraná, Santa Catarina, Acre avançaram no ensino médio. Mostrar a experiência desses Estados e conhecer na práticas suas políticas de combate à evasão ou de renovação curricular podem ser boas saídas para o ensino médio [nos Estados onde os problemas são maiores]", explica Maria Nilene, que também comanda a EDUCAÇÃO do Mato Grosso do Sul. Para ela, a integração se torna mais relevante num contexto em que 21 dos 27 secretários estaduais do país são "novatos", ou seja, assumiram pela primeira vez a EDUCAÇÃO.

    A prática também vai valer para o ensino profissionalizante. "Muitos Estados estão dando os primeiros passos nessa área, enquanto outros estão muito desenvolvidos. Em 2007, quando assumi, havia apenas uma escola com curso técnico. Hoje, temos 56 turmas espalhadas em 26 municípios", relata Maria Nilene, sobre seu Estado.

    Além do compartilhamento de políticas entre as secretarias, a presidente do Consed defende uma maior aproximação dos governos estaduais com a iniciativa privada para desenvolver o ensino médio profissionalizante. Ela cita uma iniciativa posta em prática numa escola sul-matogrossense durante sua gestão: "Os cursos devem ser oferecidos de acordo com os arranjos produtivos locais. Temos muitas usinas de açúcar e indústrias se instalando no Estado. Está aí a demanda por EDUCAÇÃO e por emprego."

    A secretária de EDUCAÇÃO de Mato Grosso do Sul chegou a montar um curso técnico em açúcar e álcool dentro da usina Sulamérica, localizada a 80 quilômetros de Dourados, uma das principais cidades do Estado. "Não tínhamos recursos para montar laboratórios, usamos as instalações da própria usina. A primeira turma foi concluída em janeiro e 80% dos alunos estão empregados. É outra saída, foi bom para o governo e também para a empresa, que agora tem mão de obra qualificada", ilustra Maria Nilene.

    O Consed também quer afinar a parceria com o Ministério da EDUCAÇÃO (MEC). Um dos interesses da entidade é a ampliação do financiamento federal à EDUCAÇÃO dos Estados. "Sem recursos externos, sem o Ministério da EDUCAÇÃO apoiando os Estados é difícil andar. O MEC dá grande apoio na infraestrutura e a construção de escolas e também na parte pedagógica do ensino médio", acrescenta ela. A dirigente também quer a participação do ministro Fernando HADDAD na primeiro encontro da entidade no fim de março, em Tocantins. "É importante, principalmente para os novos secretários, que o MEC apresente suas principais políticas e sua nova estrutura, já que houve extinção de algumas secretarias e a união de outras."

    De acordo com Maria Nilene, o Consed também vai participar das discussões do projeto de lei do Plano Nacional da EDUCAÇÃO (PNE), que aguarda formação da Comissão de EDUCAÇÃO e Cultura da Câmara para o início da tramitação. Segundo ela, o Consed sugeriu que as secretarias estaduais formassem grupos de trabalhos para a formulação de propostas sobre o PNE. "O Consed vai selecionar as sugestões e apresentar à Comissão de EDUCAÇÃO da Câmara e do Senado, com o objetivo de contribuir para a aprovação rápida do plano

    Ângela defende incentivo ao ensino técnico

    Data: 28/02/2011
    Veículo: JORNAL DO SENADO-DF

    O Programa Nacional de Acesso à ESCOLA TÉCNICA (Pronatec), a ser lançado em março pelo governo federal, foi destacado pela senadora Ângela Portela (PT-RR), na sexta-feira, em plenário. O programa foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff como uma das primeiras ações de seu governo.

    - O Pronatec pretende ampliar a oferta de vagas no ensino profissional para jovens do ensino médio e trabalhadores sem formação - informou.

    Ângela Portela explicou que o programa foi concebido em formato semelhante ao Programa Universidade para Todos (PROUNI) e também permitirá aos jovens do ensino médio acesso ao programa de financiamento estudantil (FIES).

    - São duas iniciativas importantes para ampliar formação da mão de obra num momento especial da economia.

    Cursos profissionalizantes são uma boa opção para quem não tem como pagar uma faculdade

    Data: 28/02/2011
    Veículo: 45 GRAUS

    Cursos profissionalizantes são uma boa opção para quem não tem como pagar uma faculdade

    A busca pelo primeiro emprego está cada vez mais acirrada. A disputa entre as pessoas que saem das universidades agora inclui os recém-formados de cursos técnicos. Quem não pretende passar quatro ou cinco anos dentro de uma sala de aula, pode recorrer a cursos rápidos e eficientes, muito valorizados hoje em dia: os cursos profissionalizantes.

    Tendo em vista a vigência deste segmento na carreira profissional, o Ministério da EDUCAÇÃO (MEC) listou uma série de cursos que podem ser feitos a partir do ensino médio. O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos inclui 185 opções de formação. Destas, 21 cursos são voltados para a área militar, por meio das escolas de formação das Forças Armadas Brasileiras.

    Quando Edivalda Mendes resolveu fazer cursos profissionalizantes, não imaginava a gama de oportunidades que passaria a ter. Fez cursos de informática, técnico de enfermagem, inglês e tantos outros que até tem dificuldade de lembrar. Mas, nenhum deles foi tão importante quanto o curso básico de petróleo e gás que fez mudar completamente sua carreira profissional.

    Ao entrar no curso, Edivalda resolveu primeiro sondar cada disciplina. Foi realizando experimentos com base nas aulas, viajando para outros municípios do estado onde ocorriam os estudos, pesquisando rochas, até que se viu totalmente envolvida pela área em questão. E então, dez meses de aulas foram suficientes para Edivalda reconhecer que estava no caminho certo.

    Quando as aulas terminaram, o professor perguntou aos alunos se eles gostariam de realizar outro curso, como complemento. Edivalda não perdeu tempo e aceitou o desafio, sem temer o investimento de R$ 1.200,00 em um curso de 20 dias em outro estado. Ao voltar à terra natal, com o currículo recheado, não demorou muito para que ela fosse contratada por uma grande empresa brasileira do setor petrolífero.

    Para Edivalda, fazer cursos profissionalizantes é muito importante porque, em alguns momentos, o que conta não é a experiência do profissional e sim a quantidade de cursos no currículo, o que, segundo ela, aumentam as possibilidades de a pessoa ser contratada em alguma área.

    Ensino profissionalizante x ensino superior

    O motivo de Edivalda haver ingressado no ensino técnico é que este é bem mais em conta do que o ensino superior. "Para quem não tem condições financeiras, o melhor é fazer o profissionalizante. O ensino superior é muito bom, mas se a pessoa tem dificuldades para pagar uma faculdade, que faça o técnico. Outra coisa é a importância de manter-se sempre atualizado, realizando cursos complementares. Eu fiz e deu certo", afirma.

    O Diretor de Marketing da Prepara Cursos, Camilo Carvalho, diz: "Este público se utiliza dos cursos profissionalizantes para conquistar uma vaga no mercado de trabalho e assim ter uma fonte de renda fixa para posteriormente cursarem uma graduação. Cerca de 70% dos nossos alunos conseguem colocação no mercado. Esta porcentagem é ainda maior para cursos considerados em alta no mercado, como na área de Petróleo ou Construção Civil, por exemplo."

    Apesar de cursos na área petrolífera e construção civil estarem em alta, a linha mais procurada ainda é o de Rotinas Administrativas. Mesmo com a grande procura, Carvalho diz que os cursos profissionalizantes não podem ser considerados como um risco ao ensino superior. "Não colocamos como uma ameaça, mas sim como um complemento, pois atendemos principalmente as classes C e D", reforça.

    Vantagens do ensino técnico

    De acordo com ele, não existem desvantagens quanto aos cursos técnicos. "O mercado valoriza candidatos formados em cursos profissionalizantes", afirma. Além disso, os preços mais acessíveis, a rápida inserção no mercado de trabalho, conteúdo prático e objetivo, horários flexíveis, sem contar o menor período de tempo que se gasta realizando um curso destes, só aumentam as vantagens de quem procura pelo ensino profissionalizante.

    Para facilitar a consulta diante da quantidade de cursos ofertados, o MEC organizou um catálogo, que agrupa os cursos de acordo com as características tecnológicas e científicas de cada um. Se você quiser saber a lista destes cursos, acesse http://catalogonct.MEC.gov.br/

    Fonte: Portal Semesp

    Delcídio e Biffi pedem expansão do ensino técnico em MS

    Veículo: ANASTÁCIO NOTÍCIAS

    Data: 25/02/2011

    O senador Delcidio do Amaral(PT/MS) e o deputado federal Antonio Carlos Biffi(PT/MS) foram recebidos em audiência pelo secretario de EDUCAÇÃO Profissional do Ministério da EDUCAÇÃO,Eliezer Pacheco, com quem discutiram a expansão da EDUCAÇÃO profissional em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Instituto Federal(IFMS) possui campus em sete municípios - Nova Andradina, Coxim, Corumbá, Ponta Porã, Aquidauana, Três Lagoas e Campo Grande. A idéia é levar o serviço para outras regiões.

    "Propusemos ao secretário a instalação de ESCOLAS TÉCNICAS em São Gabriel do Oeste, Jardim, Amambai, Dourados, Naviraí e Paranaíba, que são pólos regionais e reúnem as condições necessárias a receber unidades capazes de oferecer EDUCAÇÃO adequada a milhares de jovens que estão em busca de formação profissional. Com essas novas escolas, somadas as que já foram instaladas pela IFMS, será possível atender praticamente todas as regiões do estado", ponderou o senador.

    Nas próximas semanas o MEC deverá lançar um edital para que municípios de todo o Brasil se candidatem a receber ESCOLAS TÉCNICAS. O documento vai definir critérios de seleção e um deles é a disponibilização de áreas por parte das prefeituras para sediar as escolas.

    Biffi e Delcidio pedem que MEC leve IFETs a mais 6 cidades

    Veículo: MS NOTÍCIAS – MS

    Data: 24/02/2011

    Dentro do compromisso de fortalecer o ensino técnico profissionalizante no Mato Grosso do Sul, o deputado federal Antonio Carlos Biffi e o senador Delcídio do Amaral estiveram em reunião, nessa terça-feira, com Secretário de Ensino Superior do Ministério da EDUCAÇÃO, Eliezer Moreira Pacheco onde oficializaram o pedido de expansão das novas unidades dos IFETs para mais seis municípios do Estado: Amambai, Dourados, Jardim, Naviraí, Paranaíba e São Gabriel do Oeste.

    Para o deputado federal, os municípios escolhidos e indicados ao Ministério da EDUCAÇÃO teve como requisito a localização geográfica regional, a importância econômica e abrangência de outros municípios, além de considerar a primeira fase de ampliação que atendeu os municípios de Campo Grande, Nova Andradina, Coxim, Aquidauana, Corumbá, Três Lagoas e Ponta Porã.

    O pedido dirigido ao Secretário Eliezer Pacheco foi assinado conjuntamente pelo Senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Antonio Carlos Biffi.

    Biffi acredita que todos os municípios tenham os nomes homologados pelo MEC. Com as unidades devendo ser construída em parceria com o Governo do Estado e a contrapartida dos municípios.

    Biffi e Delcídio trabalham em parceria para viabilizar o o ensino profissionalizante no Estado, fazendo gestões para liberar os recursos para obras físicas das sete novas unidades do IFMS, em construção, com o custo estimado de R$ 7 milhões cada, além do reconhecimento das autarquias e a abertura de concurso técnico. "Com a segunda fase de expansão vamos proliferar o ensino técnico médio e superior em nosso Estado, superando uma lacuna histórica de falta mão-de-obra qualificada", declarou Biffi.