• Faltam Profissionais de Nível Técnico no Mercado


    Cursos técnicos, que formam profissionais inclusive em nível superior, são cada vez mais valorizados no mercado


    Estima-se hoje, que 200 mil postos de trabalho estejam abertos no Brasil por falta de qualificação dos candidatos. Segundo um levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em março, dos 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no período, 22,2% não atendiam aos requisitos considerados necessários pela demanda existente. Pensando nessa massa de trabalhadores, os setores público e privado tentam aproximar as empresas das escolas de ensino técnico e científico.

    Ciente da importância desse tipo de formação no país, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) tem buscado ferramentas para a colocação dos técnicos no mercado de trabalho. Segundo Lúcio José da Silva, gerente de educação técnica do núcleo de educação profissional do Senac-RS, só este ano, 2 mil alunos devem se formar em cursos da entidade.

    - Recebemos alunos de Ensino Médio completo que querem se profissionalizar, outros que já têm uma profissão e querem se aprimorar em alguma nova ferramenta e até mesmo graduados em cursos superiores que buscam uma aproximação com o mercado de trabalho - afirma.


    Espaço para os tecnólogos


    Representando um meio termo entre a formação técnica e a graduação, os cursos superiores de tecnologia ainda são pouco conhecidos. - Os cursos já estão consolidados com o MEC, o que falta é o empresário reconhecer que existe essa mão de obra e que ele pode utilizá-la - afirma Alan Rocha, pró-reitor de pesquisa e inovação do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

    Arno Schuh, 25 anos, tecnólogo formado no curso de cinema da PUCRS, acaba de abrir uma produtora de filmes com ex-colegas de curso: -  O curso de tecnólogo é rápido e prático. Trabalhamos durante a formação, o que propicia já ir conhecendo o mercado e os profissionais-.

    Investimentos do governo federal previstos para as instituições de ensino profissionalizante somam R$ 2,3 bilhões neste ano,  na tentativa de resolver o problema da falta de mão de obra especializada, o Governo Brasileiro busca investir em políticas públicas que combatam a exclusão de milhares de trabalhadores. De acordo com Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), os valores investidos este ano nas redes públicas federal e estadual de educação profissionalizante giram em torno de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

    Em 2007, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) realizou a pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2015. O estudo foi feito junto a 416 empresas industriais brasileiras, as quais, atualmente, empregam um contingente de 495.940 trabalhadores.


    Fonte: Zero Hora em 25/04/2010